Conceitos dos autores
Muitos profissionais
da educação estão usando o termo hiperatividade, quando uma criança não para
quieta. Porém, este não é um diagnóstico fácil de realizar e o professor não
tem o conhecimento necessário e nem pode realizar exames mais aprofundados.
O Transtorno do
Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), mas alguns autores usam a
terminologia Desordem em lugar de Transtorno, ficando DDAH, é um transtorno
neurobiológico mais comum na infância, caracterizado por três sintomas básicos:
a desatenção, a agitação (hiperatividade) e a impulsividade, que se manifestam
em ambientes diferentes, tais como em casa e escola, causando comprometimento
comportamental perante o meio social.
[....] Este transtorno é considerado uma doença
relacionada à essência de produção de determinados neurotransmissores que são
substâncias produzidas em maior ou menor quantidade no sistema nervoso central
e regula o funcionamento do mesmo (Dr. Dinizar de Araújo Filho – 2003).
Para as autoras Ana
Helena do Amaral e Marilisa M. Guerreiro (p.884, 2001):
“O TDA/H é visto como a mais freqüente desordem
comportamental da infância. O transtorno do déficit de atenção e hiperatividade
(TDA/H) é caracterizado por padrão persistente de desatenção e/ou
hiperatividade/impulsividade, que é mais freqüente e grave do que é tipicamente
observado em indivíduos no nível comparável de desenvolvimento.”
Segundo Sandra
Fortuna:
“A Hiperatividade é um desvio de comportamento caracterizado
pela diminuição da persistência e consistência na realização das atividades
diárias (como assistir TV, realizar tarefas escolares, participar de jogos
dentre outros) e pela excessiva movimentação de corpo (pernas, braços, mãos,
cabelo, etc.), pela impaciência constante que promovem mudanças freqüentes de
atividades, e pela capacidade de mexer em tudo, sem necessidade e sem
propósito, pela falta de limites e pela falta de noção do perigo.”(p. 03, 2003)
A Prof. Dra. Magda
Vaissman (Psiquiatra) conceitua o TDAH :
“É um padrão persistente de desatenção e/ou
hiperatividade, mais freqüente e severo do que aquele tipicamente observado em
indivíduos em nível equivalente de desenvolvimento. Alguns sintomas
hiperativo-impulsivos que causam prejuízo devem ter estado presentes antes dos
7 anos, mas muitos indivíduos são diagnosticados depois, após a presença dos
sintomas por alguns anos. Algum prejuízo devido aos sintomas deve estar
presente em pelo menos dois contextos (por ex., em casa e na escola ou
trabalho). Devem haver claras evidências de interferência no funcionamento
social, acadêmico ou ocupacional apropriado em termos evolutivos. A perturbação
não ocorre exclusivamente durante o curso de um Transtorno Invasivo do
Desenvolvimento, Esquizofrenia ou outro Transtorno Psicótico e não é melhor
explicada por um outro transtorno mental (por ex., Transtorno do Humor,
Transtorno de Ansiedade, Transtorno Dissociativo ou Transtorno da
Personalidade).”(p. 02, 2005)
Para os autores Luís
Augusto P. Rohde e Edyleine B.P. Benczik o Transtorno de Déficit de
Atenção/Hiperatividade (p.37, 1999): “é um problema de saúde mental que tem
três características básicas: a desatenção, a agitação (ou hiperatividade) e a
impulsividade”.
Segundo a
especialista em Psicopedagogia Maria Irene Maluf, sua causa ainda não está
perfeitamente definida, mas já se sabe que diz respeito a três aspectos: o
biológico (que é a parte genética e hormonal), o psicológico e o social.
“É um transtorno de origem biopsicossocial, ou seja,
não se pode separar a causa genética da psicológica e da social. Para que a
criança desenvolva o transtorno, é preciso que ela nasça com uma predisposição
genética e ainda tenha uma estimulação do meio para desenvolver, em maior ou
menor grau, esse transtorno”, explica. (p. 24, 2006)
O TDAH é uma doença
que afeta de 3 a 5 % da população escolar infantil, comprometendo o desempenho,
dificultando as relações interpessoais e provocando baixa auto-estima. (SMITH e
STRICK, 2001)
Referências
AMARAL, Ana Helena do e
GUERREIRO, Marilisa M. Transtorno do Déficit de Atenção e
Hiperatividade-Proposta de Avaliação Neuropsicológica para Diagnóstico.
Arq. Neuropsiquiatr 2001; 59(4): 884-888.
ARAÚJO, Dinizar.
Entrevista: Hiperatividade. Petrópolis.2003
FORTUNA, Sandra. Hiperatividade-
Escola: prazer ou terror? Disponível em http://www.acessa.com/vidasaudável/dicas/hiperatividade.htm. Acessado em 09 mar 2008.
VAISSMAN, Magda. Taxas de
Prevalência Periódica de Transtornos Mentais. Jornal Brasileiro de Psiquiatria,
v. 43, nº 09, 1944.
SMITH, Corinne e STRICK, Lisa. Dificuldades de aprendizagem de A a Z, 1ª ed. Porto Alegre, 2001,
334p.
MALUF, Mª Irene. Aprendizagem-
Tramas do conhecimento, do saber e da subjetividade. São Paulo: Ed.01,
2006, 244 p.
ROHDE,
Luis Augusto; BARBOSA, Genário; TRAMONTINA, Silzá e POLANCZYK, Guilherme. Transtorno
de déficit de atenção/hiperatividade. Revista Brasileira de Psiquiatria
2000;22(Supl II): 7-11.
ROHDE, Luis Augusto P. e
BENCZIK, Edyleine B. P. Transtorno de déficit de atenção/hiperatividade:
o que é? Como ajudar?. Porto Alegre: ARTMED Editora, 1999.

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